Hoje é dia de celebrar um povo, povo esse que foi marginalizado da nossa história, que de Heróis passaram a ser meros figurantes a serem destruídos para que pudéssemos evoluir como sociedade moderna. Os índios são a parte essencial de tudo que somos hoje como Brasil, junto com os negros, fazem parte da nossa miscigenação como raça. Dos índios herdamos hábitos alimentares, sua fé, sua cultura e principalmente eles ajudaram a escrever nossa história como nação. Como abandonar esses reais descobridores e mantenedores daquele Brasil paraíso até então “inexistente” para o outro mundo? Como hoje tratar como estranhos aqueles que estão incorporados em nossas feições, em nossos costumes, no nosso jeito de transmitir e de ser cultura, além de carregar no sangue o mesmo DNA?
Temos uma dívida com os índios, bem como também com os negros. Dia de pensar que como sociedade não podemos mastigar as peças essenciais dessa história, enquanto não dermos a atenção devida aos povos que compõem a nossa história, tão pouco conseguiremos evoluir como sociedade pois o primeiro passo é unificar os povos, abraçar a história e tratar a sua gente com o respeito e dignidade cabíveis.
Que nessa data dedicado ao ÍNDIO, possamos refletir e procurar medidas de incorporá-los novamente a nossa sociedade, que também os pertence, sendo que dessa vez vamos respeitar sua forma de viver, e não catequizá-los, pois uma sociedade exemplar é aquela que além de muitas outras características, absolve a cultura do outro sem procurar modificá-la, afinal será nessa fusão que construiremos um espaço mais tolerante, sem preconceitos, onde todos possam viver em harmonia, sem a real necessidade de uma padronização para que se tornem semelhantes, as diferenças é que constroem, a uniformidade só destrói, machuca, ignora.
“Sou mistura do mundo, com prazer sou brasileiro”
— Lucas Mires